FRIDA KAHLO


Frida Kahlo: tragédia e talento

Assim como sua vida, a obra da pintora mexicana é analisada em controvérsias. Apesar de muitos conceituarem como surrealista, os mais experts descartam tal conceito.

Magdalena Carmen Frida Khalo y Calderon nasceu a 6 de julho de 1907, na cidade de Coyoacán, no México e teve uma vida marcada por tragédias e relacionamentos tempestuosos com homens e mulheres. Na escola, tinha interesse por ciências e biologia e queria ser médica.

Frida Kahlo teve poliomelite na infância e ficou com problemas na perna direita. Depois, sofreu um acidente automobilístico que causou várias fraturas pelo corpo e a deixou de cama por meses. Como não podia sair da cama, ganhou telas, tintas e pincéis e levou o nome do México às galerias dos grandes pintores mundiais.

Seus relacionamentos não eram dos mais exemplares. O marido Diego Rivera a traía com freqüência. Mas, Frida dava o troco tendo vários amantes. Um destes casos foi com o revolucionário russo Leon Trotsky.

Para dar maior tom dramático à vida da pintora, não conseguiu realizar o sonho de ser mãe. Embora tenha engravidado, sofreu aborto devido aos problemas físicos causados pelo acidente.

A maior parte de seus quadros eram autoretratos. A própria artista justificava sua escolha pela solidão que sentia e por ser o tema que mais conhecia. Uma grande ajuda foi dada pelo pai. Guillermo Kahlo era fotógrafo e ensinou a filha a fotografar, o que teve influência em seu estilo de pintar.

Estilo esse que é admirado pelo realismo e cores carregadas dos retratos que ganharam as galerias mais badaladas de Nova York e Paris ainda antes da morte de Frida em 1954, por pneumonia.

Felizmente, o cinema ajudou a imortalizar a arte de Frida Kahlo com o filme "Frida" (2002).

Andye Iore

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