H. R. GIGER
Artista suíço cria seres
incomuns num universo fantástico
Nascido na cidade de Chur, na
Suíça, em 5 de fevereiro de 1940, o artista
plástico H. R. Giger é dono de
um estilo peculiar onde habitam seres orgânicos
e mecânicos resultado de uma amálgama fria e
detalhista de imagens, objetos e seres
aparentemente sem vida. Mas, que parecem prestes
a saltarem para o mundo real.
Desde criança,
Giger gostava de lugares pouco iluminados e
roupas escuras. Quando seu pai, o farmacêutico
Giger, descobriu que o filho optara pela carreira
de artista plástico, disparou que esta era a
arte da miséria, por não ser algo muito
promissor. Como garoto prodígio, Giger criou e
decorou um quarto de sua casa, ao qual denominou
"O Quarto Escuro", com desenhos e
esculturas suas. Era para esse quarto que ele
levava as meninas para impressioná-las e,
depois, namorá-las.
Por volta de 1966,
Giger fez uma série de quadros esquisitos com
seres planando sobre poços sem fundo e pintou
outra série de quadros influenciado por objetos
de tortura medieval. No final da década de 60,
teve forte influência dos livros de H. P.
Lovecraft, de onde pôde expandir sua
criatividade num de seus temas favoritos: os
monstros. Paralelamente aos monstros
lovecraftianos, Giger iniciou uma série de
esculturas chamadas Biomecanóides, que eram a
materialização das idéias dele misturando
experiências genéticas com mecânicas. Ainda
nessa época, teve alguns contatos com o mestre
do surrealismo, Salvador Dali. Um encontro de
gênios incomuns.
Em 1975, Giger
teve sua primeira participação em Hollywood. E,
foi o cinema que tornou o artista reconhecido e
respeitado mundialmente. Dirigido por David
Lynch, o filme Duna teve alguns monstros,
cenários e figurinos criados pelo artista
suíço. Mas, nas negociações finais, Giger
não foi contratado, apesar de várias idéias
suas terem sido aproveitadas nas filmagens. Em
1978, Giger criou sua obra mais famosa: o
alienígena do filme Alien, de Ridley Scott. O
alien criado por ele tinha um visual nunca visto
antes no cinema. Com o sucesso do filme nas
bilheterias, ele passou a usar elementos do alien
em muitas de suas obras. H. R. Giger concorreu ao
Oscar e, apesar de não ganhar, passou a ser
considerado um mito das artes visuais.
Com o sucesso,
passou a se dedicar a projetos mais ousados e que
sempre tiveram espaço garantido em seu íntimo
artístico. Giger passou a libertar nas pinturas
a sua criatividade erótica, fazendo quadros
estranhíssimos camuflando órgãos sexuais em
meio às paisagens singulares. Essa série
erótica do início da década de 80, rendeu a
ele uma matéria especial na Penthouse americana
e várias participações na Heavy Metal, a
revista em quadrinhos artísticos mais
conceituada do mundo.
Em 1985, ele
recebeu outra proposta para trabalhar no cinema.
Dessa vez, ficou encarregado por alguns cenários
e seres de Poltergeist 2, que não teve muito
impacto nas bilheterias. Após isso, Giger passou
a se dedicar a projetos mais pessoais e a
selecionar melhor seus trabalhos.
O mais recente
projeto dele foi para o filme A Experiência,
criando outro alienígena legal. Como prova da
cultuação a Giger no mundo, um fã montou em
Paris um bar totalmente decorado com esculturas e
quadros do artista. Os bancos desse bar são
aliens de braços abertos.
Andhye
Iore
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