CULTURA
Prefeitura anuncia política cultural para 2002
Em iniciativa inédita, artistas receberão recursos diretamente da
prefeitura e não precisarão mais buscar patrocínio privado

Aconteceu no dia 14 de setembro, no Teatro Calil Haddad, uma reunião entre membros da Secretaria da Fazenda, Secretaria de Cultura, artistas e produtores culturais de Maringá para definir a política de apoio à cultura na região no ano de 2002.


Sérgio, João Laércio e Reginaldo divulgaram uma boa notícia para o meio artístico maringaense e ainda foram questionados

Baseado na lei 4021/95, o Secretário de Cultura João Laércio Lopes Leal conceituou o processo que irá escolher quais trabalhos serão privilegiados com recursos financeiros da administração do PT para a realização e exposição pública.

INÉDITO

A grande, e boa, novidade revelada aos artistas locais é que não será mais necessário procurar empresários para patrocinar os eventos. Através de um projeto apresentado pelos artistas e analisado por uma comissão, a própria prefeitura, por intermédio da Secretaria de Cultura, irá liberar recursos para a concretização dos projetos aprovados.

Com isso, elimina-se uma das partes que dificultava o trabalho cultural. "Estamos criando condições democráticas para que todos pleiteiem os recursos e retiramos do mercado a condição de árbitro.", esclareceu Reginaldo Dias, Chefe do Gabinete do Prefeito José Cláudio.

Essa é uma iniciativa inédita no Brasil e visa atingir um número maior de expressões artísticas, uma vez que os valores estipulados para viabilizar os projetos variam entre R$ 1 mil a R$ 10 mil. Valores considerados insuficientes para quem sempre elitizou a cultura.

TRANSPARÊNCIA

Salientando que esse procedimento irá evitar protecionismo em relação a alguns segmentos artísticos como acontecia nas administrações anteriores, João Laércio fez questão de frisar que haverá total transparência em todos os processos. "Não haverá omissão de informação. Os editais ficarão fixados na entrada do Teatro Calil Haddad para quem quiser ver.", informou o Secretário de Cultura.

Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo PT em seu primeiro ano de mandato em Maringá, o Diretor Tributário da Secretaria da Fazenda, Sérgio Margarido, explicou que não foi possível liberar mais recursos neste ano porque a prefeitura não teve muito sucesso em arrecadar impostos.

Apesar da novidade, alguns artistas contestaram a formação da comissão que irá avaliar os projetos bem como os critérios aplicados por essa comissão. Tal comportamento reflete os problemas sofridos pela classe artística maringaense nas administrações anteriores.

Respondendo às desconfianças, João Laércio disse que esse modelo é um ponto de partida. "É um modelo diferenciado do que foi adotado antes e esperamos que seja mais democrático e mais fácil. Que os artistas possam aproveitá-lo melhor.", concluiu sobre a reunião.

Andhye Iore / 2001

  OPINIÃO

Maringá: Inteligência Artificial