JORGE PEDRO

BIOGRAFIA

Nascido na cidade de Peabiru (PR) , em 5 de setembro de 1955, Jorge Pedro se interessou pela escultura aos 15 anos, após fazer um curso de solda no SENAI. Utilizando a técnica aprendida no curso, ele fez flores de aço a pedido de uma senhora. Quando foi entregar o trabalho, Jorge recebeu outro pedido: que ele reproduzisse um quadro de Di Cavalcanti, "Os Retirantes".

A partir daí, ele passou a alternar entre pintura e escultura, atendendo mais pedidos das amigas dessa senhora. Entre um trabalho e outro, Jorge Pedro ia experimentando novas idéias como colar couro sobre a madeira e pintar o couro.

Um dos primeiros trabalhos importantes na carreira do artista foi em 1980, fazendo peças exclusivas para o arquiteto italiano Luigi Garrata, que solicitou peças de aparência clean.

A formação escolar é bem variada:
• estudou arquitetura no segundo grau;
• fez 2 anos de Engenharia Civil na UEM;
• 1 ano de Agronomia;
• entre 1989 a 1993 estudou e se formou em Teologia, participando do Seminário Teológico do Rio de Janeiro, logo em seguida;
• está cursando o segundo ano de Comunicação Social nas Faculdades Maringá;
• acabou de fazer vestibular para Filosofia na UEM.

Um de seus impulsos artísticos é freqüentar a Bienal de Artes de São Paulo, onde já teve experiências inesquecíveis ao se deparar com obras de Max Earnst e os objetos criados por Marcel Duchamp. Mas, a maior influência no trabalho de Jorge Pedro é o artista italiano, naturalizado argentino, Vito Campanella.

A maior explosão no trabalho foi em 1996, em virtude de um tratamento de psicanálise. Entre agosto de 1996 a julho de 1998, Jorge Pedro produziu mais de 300 peças.

OBRA

Em várias obras, Jorge Pedro atinge um resultado inquietante, criando uma relação com o público: "Apesar de não ser arte convencional, muitas vezes encontra eco nas pessoas porque eu coloco as minhas emoções no meu trabalho.", revela Jorge ao comentar o fato da curiosidade das pessoas em insistirem tocar em seus trabalhos.

Trabalhando, na maioria das peças, com material rústico como lona, ferramentas e arame, Jorge abusa das colagens, costuras e figuras geométricas ficando cada vez mais distante do conceito tradicional de arte. É impressionante como a sensibilidade do artista é capaz de criar uma imagem etérea com um simples pedaço de papel colado na tela. Por outro lado, não hesita em perfurar a tela mostrando um talento para explorar a estética do olhar.

Sobre uma de suas obras, "Em Nome do Pai" , o professor da UEM, José Artur Molina, escreveu: "A escultura foi inspirada na trama conceitual da Psicanálise de Freud a Lacan. Refere-se a um momento da formação do sujeito quando de sua passagem do abismo para a palavra. "Em Nome do Pai" encarna a potência da lei que organiza e lança o sujeito no mundo da ficção, sem outra alternativa senão a metáfora."

Andhye Iore

METALINGUAGEM

SENDAS , RETALHOS , TRAPOS E FENDAS

A colagem é considerada a arte do século XX. A expressão legítima do desespero humano.

Qual a cor que ainda não foi impressa? Qual a forma ainda não explorada? Qual o material ainda não manuseado? Todos, em todas as técnicas.

Nos resta o exercício lúdico de juntá-los e reinventar o domínio do plano, nas costuras, nas colas, nas amarras, cores e recortes sobrepostos; no interminável e infinito fazer das possibilidades juntando, novamente, velhas tintas e novos recipientes: lonas, placas, chapas e contra-placas.

Partindo em busca das sendas, colando retalhos, trapos, abrindo e fechando fendas. Seguindo a caminho de uma história.

Jorge Pedro

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TRABALHOS

EXPOSIÇÕES