GUSTAV KLIMT
Pintor embelezava as
mulheres
De
estilo original, austríaco é um dos artistas
mais
admirados pela plasticidade de suas obras
| O pintor
austríaco Gustav Klimt
(1862 1918) foi quem melhor
inseriu a beleza feminina no meio
artístico. Criando um conceito de que o
mundo tem uma aparência feminina, o
artista vienense trabalhou com uma
estética de prazer e erotismo.
Por isso,
devido ao conservadorismo da época,
sofreu rejeição e foi incompreendido
até por seus companheiros de pincel.
Com apenas
14 anos, em 1876, entrou para uma escola
de artes decorativas, onde aprendeu
desenho ornamental.
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"A
Virgem", de 1913: belas mulheres,
cores e um erotismo sutil
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De uma família
com formação tradicional, Klimt teve seis
irmãos, dos quais três deles participaram de
sua carreira. Ernst fazia molduras, George era
cinzelador e fazia esculturas e Franz, em 1883,
montou a Companhia dos Artistas, para decoração
de teatros e edifícios públicos.
CONVENÇÕES
O processo
primitivo de Klimt como pintor se deu através de
cópias de fotografias num registro histórico
realista. Paralelamente ao desenvolvimento como
pintor, deixando a arte decorativa em segundo
plano, o liberalismo da burguesia entrava em
crise.
Gustav Klimt
participou de várias cooperativas de artistas,
mas sem muito sucesso. Como todo grande talento
da humanidade, se rebelou contra convenções de
sua época. Ora procurou fortalecer a arte
austríaca frente à estrangeira, ora deu um
caráter anti-comercial à sua arte, ora defendeu
uma abertura às modernas correntes artísticas
estrangeiras.
Seus processos de
trabalho criaram um estilo original. Através de
mosaicos e composições geométricas, Klimt
criou quadros com uma textura intrigante. Também
fez cartazes para exposições de artistas em
Viena, bem como deixou mais de cinco mil
desenhos, que serviram de estudos para seus
quadros, bem como um exercício de imagem
erótica.
Em 1894, foi
escolhido pelo ministro da Educação para pintar
o teto do salão nobre da universidade de Viena.
Foi a origem de três de suas obras mais famosas
e, também, mais polêmicas. "A
Medicina", "A Filosofia" e "A
Jurisprudência" revelavam uma crise do eu
liberal do artista, assim como a glorificação
da racionalidade e de sua ação útil para a
sociedade.
VANGUARDA
Foi a vitória da
luz sobre a razão. Repletas de simbolismos, as
obras ganharam críticas de professores, da
mídia e de outros artistas, mas fez Gustav ser
admirado em Paris e Roma, onde ganhou dois
prêmios como artista europeu de vanguarda. Com o
reconhecimento estrangeiro, somou ao erotismo uma
nova concepção para suas obras. Passou a pintar
várias telas seguindo a relação vida,
crescimento e morte.
Apesar do sucesso
alcançado em vida, não se cosiderava
interessante como pessoa. Embora admirado pela
alta sociedade, Klimt não era aceito por ela
devido à aparência despojada e jeito recluso.
Era muito tímido e não gostava de aparecer em
público.
Ainda que suas
obras mais comentadas sejam as que apresentam
belas mulheres multi-coloridas, cerca de 1/4 de
seus quadros são paisagísticos. Quadrados e de
estilo impressionista, apresentam árvores,
jardins, casas e pântanos em duas fases
distintas. Esboços entre 1898 a 1903 e obras
mais elaboradas entre 1905 a 1916.
Ao morrer em 1918,
por problemas de sáude, Gustva Klimt deixou
vários quadros inacabados, já que tinha o
hábito de trabalhar em diferentes telas ao mesmo
tempo. Chamados de Obras Tardias, tais trabalhos
apresentam maior apuramento estético e um
erotismo singelo.
Andhye
Iore
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TRABALHOS

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