OLIVIA DE BERNARDINIS
Fetiche artístico feminino
Artista usa técnicas variadas para criar mulheres fatais e seres mitológicos insinuantes

A arte de Olivia de Bernardinis é provocante e extremamente sensual. Trabalhando com técnicas variadas, a artista cria mulheres capazes de dominar qualquer homem. Seus trabalhos exploram diferentes lados da sexualidade feminina.

Criando a partir de pinturas sobre fotografias e tendo como modelos playmates como Pamela Anderson e atrizes de trash movies como Julie Strain, suas obras chamam a atenção pela beleza plástica.


A arte de Olivia: belas mulheres em elaborado trabalho gráfico

SOBREVIVÊNCIA

Nascida na Califórnia, em 1948, Olivia morou em várias cidades americanas na infância, uma vez que seu pai era engenheiro da aeronáutica e, constantemente, a família vivia mudando. Com isso, a jovem e filha única, passava grande parte de seu tempo entre adultos, pois não tinha tempo suficiente para criar vínculos de amizade. Seu passatempo favorito era desenhar a mãe.

Com 19 anos, em 1967, entrou para a Escola de Artes Visuais de Nova York. Depois de ser obrigada a pintar comercialmente para sobreviver, realizou alguns trabalhos para revistas masculinas. Em 1975, se casou com Joel Beren e montou uma pequena editora, onde publicava seu material. Seu trabalho ganhou reconhecimento em 1987, com uma exposição numa galeria de Los Angeles. Daí em diante, tudo que lançava atraia a atenção de fãs no mundo todo.

PLUMAS

Da poesia de fotos sépia à agressividade sadomasoquista, Olivia abusa de acessórios como plumas, couro, transparências, véus, bonecas, flores, botas e chapéus para criar uma composição mais charmosa às obras.

Como se precisasse, já que todas as modelos utilizadas são belíssimas e premiam todas as raças. Das loiras fatais, à exuberância das negras, da delicadeza oriental às morenas de sexualidade latente.

Como acabamento, a artista utiliza tinta guache e aerógrafo para dar um visual singelo. Mas, a série que mais chama a atenção é a que Bernardinis cria novos seres através de uma transformação humana para animal.

SERES

Assim, uma morena pin up estilo Betty Page se transforma numa sereia. Uma mulher-zebra exibe acessórios fetichistas. Uma loira de olhar inocente ganha asas delicadas e se transforma numa libélula. Deusas aladas, ora como guardiãs atentas, ora como predadoras com ares de morcego. E, a que mais se identifica com a natureza animal feminina, é uma pantera esguia e insinuante de poses provocativas.

Além de quadros, Olivia tem séries de trading cards, calendários, livros, posters e já fez capas para a conceituada revista em quadrinhos Heavy Metal.

Andhye Iore

TRABALHOS