25º MOSTRA
Metropolis: animação
japonesa se ocidentaliza
A
Mostra sempre exibe animações interessantes.
Poucas, as sessões sempre
ficam lotadas. E Metropolis atraiu
uma legião de fãs de quadrinhos e anime.
Dirigido por Rintauro, um dos mais conceituados
artistas japoneses a trabalhar com animação no
Japão, e com roteiro de Katsuhiro Otomo
(Akira), o filme tem referências
ocidentais além de seus realizadores e da
referência ao título.
O
filme supera as expectativas. Com o já comum
tema de conflito entre humanos e robôs no
futuro, Metropolis tem nas cores,
realismo das cenas e nos efeitos sonoros as
características principais.
O
filme começa ao som de jazz ao estilo big bands.
As cenas iniciais apresentam as personagens e
explicam alguns conceitos. Os robôs são
divididos em classes, tem áreas específicas
para atuar e não podem usar nomes humanos, o que
seria uma violação. As cidades tem níveis
diferentes e, quanto mais inferior a
localização, maior o perigo.
A
arte em Metropolis é bem
ocidentalizada, com claras referências ao belga
Herge (Tin Tin). O curioso é que as
personagens não são tão humanas como em
diversas animações japonesas.
uitas
são bem caricatas, como de desenho de tv. Outra
referência é o vilão Rock, o caçador de
robôs, que tem um visual inspirado nos nazistas.
O
tema central é a busca pela humanóide Tima, um
super-robô criado para governar o mundo. Porém,
enquanto Tima tem uma inocência infantil e
mantém um forte vínculo com o menino Ken-inchi,
várias conspirações acontecem e um golpe
militar apresenta situações comuns nas
animações orientais: violência e grandes
seqüências de ação.
Entre
tantas cenas de gigantismo, o filme tem um
desfecho magistral ao som de I Cant
Stop Loving You... com a cidade sendo
destruída enquanto Tima revela sua verdadeira
natureza. Como sempre, a última cena tem uma
mensagem otimista.
Andhye
Iore / 2001
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