NOGO
Um posto no meio do nada pode
representar tudo
Andye
Iore
Os
austríacos Sabine Hiebler e Gerhard Ertl fizeram
um dos filmes mais interessantes apresentados
nesta 26A. Mostra BR de Cinema.
Uma
deição ágil e uma boa narrativa mostrando a
história por ângulos e momentos nem
sempre em ordem cronológica diferentes,
faz de "Nogo" um filme que surpreende o
público que precisa "amarrar" na
cabeça as interrupções e seqüências para
entender o que se passa.
O
palco é um posto de gasolina num lugar isolado e
os personagens são três casais. Maria e Joe
vivem e trabalham no posto agindo como se
tivessem pânico do mundo exterior. Essa fobia
leva-os a escolher os clientes que atendem e a
ter estranhas reações a coisas banais.
Os
dois dominam a primeira parte do filme. Na metade
final, os vários coadjuvantes que passaram pelo
posto no começo, ganham importância e
identidade.
HISTÓRIAS
Tom
e Lisa não tem uma boa perspectiva de vida e
sonham em ter um posto de gasolina para melhorar
sua situação. O problema é que Lisa têm
câncer e pode morrer a qualquer momento.
Rosa
e Sam são dois desajustados que se encontram
casualmente. Após um roubo a banco, a prostituta
e o ladrão encontram no posto um meio de
proteção e fuga.
Quando
estes quatro personagens se destacam na trama,
"Nogo" sofre um processo de flash back,
onde cada um apresenta sua passagem pelo posto
anteriormente.
O
tal posto representa uma esperança na vida de
cada uma das seis pessoas. Enquanto ele existir,
Joe tem um emprego versátil; Maria se diverte
analisando os clientes; Tom mantém viva a chance
de Lisa sobreviver à doença; Lisa pode realizar
o sonho de comprar um posto antes de morrer; Rosa
pode deixar de ser comandada por um cafetão e
Sam não precisará roubar mais.
O
problema é que o posto pode não durar por muito
tempo.
SERVIÇO
"Nogo" ("Nogo")
Áustria, 2001
Gênero: aventura
Duração: 1h30
Direção: Sabine Hiebler e
Gerhard Ertl
Andhye
Iore, 2002
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