POLÊMICA
Plágio, influência ou paródia?
Filmes copiam cenas de "A Bruxa de Blair" buscando sucesso oportunista

Cineastas amadores percorrem shoppings, parques, estacionamentos e, é claro, florestas para fazerem um documentário sobre uma lenda folclórica. É óbvio que toda a graça de "Bruxa de Blair – A Paródia" (Europa Filmes) só fará sentido para quem assistiu ao original A Bruxa de Blair.

Para quem não assistiu, esta paródia será o filme mais chato de todos os tempos. E, na verdade, não fica muito longe disso, apesar de algumas gags que provocam risos tímidos.

São seis histórias tirando sarro nas falas das personagens originais (como uma garota que passa o tempo todo gritando "Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!"), nas tomadas de câmera e no enredo. Há piadas sexistas e racistas.

Numa das histórias, são três negros, mas não tem nenhuma mulher. No lugar dela tem um gay afetado que é o responsável pelos poucos momentos engraçados do filme. Entre uma história e outra há várias vinhetas satirizando (ou ridicularizando) outros filmes de terror como Hellraiser, Pânico, Lenda Urbana, A Múmia e Lobisomen. Passe longe desse filme na locadora.

O OBSERVADOR

O suspense está em alta em Hollywood. Depois das baboseiras do estilo Pânico, outros filmes de suspense estão arrecadando milhões nas bilheterias americanas. Os filmes Revelação e The Cell ficaram em primeiro lugar nas bilheterias e abriram espaço para outro suspense estrear arrecadando mais de U$ 10 na primeira semana de exibição. "O Observador" ("The Watcher", Universal Pictures) tem como atores principais James Spader (Crash), Keanu Reeves (Matrix) e Marisa Tomei (Bem Vindo a Sarajevo).

Depois de ser transferido de Los Angeles para Chicago, por ter passado por problemas psicológicos devido às investigações em vários casos de assassinos psicóticos, o agente do FBI Jack Campbell (Spader) procura uma vida mais tranqüila. Mas, o sossego dura pouco em Chicago. Ao investigar uma série de assassinatos, volta a sofrer devido ao trauma de antes.

Um assassino, David Allen Griffin (Reeves), mata jovens mulheres de Chicago e manda fotos e informações sobre suas próximas vítimas para o perturbado agente, que luta contra seus problemas para encontrar as mulheres antes de serem mortas pelo assassino. David é um serial killer que Campbell não conseguiu prender em Los Angeles.

Estreando na direção, Joe Charbanic explorou a tensão que os agentes do FBI sofrem, além de fazer referências a outros filmes do gênero, como Seven e os filmes do mestre Hitchcock. Mas, o mais curioso é que The Watcher tem várias cenas muito parecidas com cenas de A Bruxa de Blair.

Sempre que o assassino David observa (daí vem o nome do filme) o policial Campbell, utiliza uma câmera amadora e as imagens são vistas pelo público como em A Bruxa de Blair: tremidas, desfocadas e com ângulos irregulares. Sem contar que dá para ouvir a respiração da personagem de Keanu Reeves.

Assim como Mike e Heather fizeram no filme mais rentável da história. A cena mais explícita é no final, quando o policial persegue o serial killer num prédio abandonado. Eles correm num no escuro e a tela mostra imagens com flashes de luz. The Watcher estreou em 2742 salas de cinema nos EUA.

Andhye Iore