HIGHLANDER
Novo "Highlander" tem crossover
Quarto filme sobre os imortais reúne os atores da série no cinema e na televisão

O primeiro Highlander (1986) a gente nunca esquece. Considerado como um dos clássicos da ficção científica no cinema, a saga apresentando o conceito de que uma misteriosa raça de imortais habitam a Terra por séculos e lutam entre si para conquistarem o grande Prêmio, levou milhares de pessoas aos cinemas e já foi reprisado dezenas de vezes na televisão. Além das três continuações no cinema.

Dirigido por Russel Malcahy ("Ressurreição"), Highlander foi um dos filmes que melhor explorou o conceito de narrar a história, que muitas séries de tv passaram a usar como principal artifício nos anos seguintes. Com uma excelente atuação de Sean Conery (e nem poderia ser diferente), como o experiente imortal Juan Ramirez, mestre de Connor MacLeod (Christopher Lambert), o filme tem ação, aventura, fantasia, suspense e romance, tudo muito bem encaixado no roteiro, que passa a mensagem de por alguém ser diferente (um imortal, no caso) as pessoas temerão, terão preconceito. A trilha sonora, feita pela banda Queen, é um dos mais perfeitos casamentos entre enredo e música.

FIM

Como toda continuação de um filme de sucesso, Highlander teve seqüências fraquíssimas. Com histórias e personagens repetitivos, Highlander 2 e 3 foram mal nos cinemas. Highlander 2, de 1991, era bem voltado para a ficção científica e Connor MacLeod tinha que impedir a destruição da Terra que ficava protegida por um escudo. Highlander 3 chegou a ser considerado um dos piores filmes já feitos. Para compensar o fiasco dos dois filmes anteriores, os produtores capricharam no quarto filme, Highlander – Endgame (Dimension Films), e prometeram que é o fim do Highlander no cinema, já que, finalmente, restará apenas um guerreiro imortal. Mesmo com tantos altos e baixos, Highlander é um dos melhores trabalhos do bom, mas instável ator francês Christopher Lambert.

No quarto filme que estreou no final de setembro nos EUA, o vilão é feito pelo ator Bruce Payne (que também fez o cara mal em "Warlock 3" e "Passageiro 57"). Kell é um dos três imortais que restam na Terra e é tão poderoso que é impossível outro imortal enfrentá-lo sozinho, já que ele já matou mais de 600 imortais adquirindo poder suficiente para dominar a Terra. Por isso, os outros dois imortais que restam, Connor MacLeod e Duncan MacLeod se unem para enfrentar Kell.

CROSSOVER

Um dos motivos que fizeram Highlander – Endgame ficar entre as dez maiores bilheterias da semana, foi a oportunidade de ver os protagonistas do Highlander do cinema e da série da televisão atuarem juntos num crossver. Na série da televisão, que foi exibida entre 1992 a 1997, Duncan MacLeod era interpretado pelo ator inglês Adrian Paul, que antes havia trabalhado no filme de terror "A Máscara de Morte Rubra", inspirado num livro de Edgar Allan Poe e em filmes para a tv. Depois, fez o papel de Lancelot em "Merlin, O Retorno" (1999) para se destacar no final da saga dos guerreiros imortais. O filme é a estréia na direção de Doug Aarniokoski, que já trabalhou como assistente de diretor em "O Corvo 2" e "Medo e Delírio em Las Vegas".

PARA ENTENDER

Destinados a viverem sobre as regras do Jogo, onde um imortal deve lutar contra o outro acumulando a força e os conhecimentos de suas vítimas, até que reste apenas um imortal, os guerreiros vivem em dilemas de princípios e existenciais. Para que um imortal vença outro, é preciso cortar a cabeça do oponente. De origem desconhecida, sabe-se somente que habitavam as montanhas escocesas no século 16, por volta de 1518.

O guerreiro mais nobre foi Juan Ramirez, morto por um dos inúmeros imortais que seguiram o caminho do mal, ameaçando os humanos. O mais famoso dos imortais é Connor MacLeod, que aceitou viver entre os humanos pacificamente. Connor tem uma arma mágica, a Katana, que é uma espada japonesa que ele ganhou como prêmio ao vencer um samurai em 1778. Poucos humanos sabem da existência dos imortais. Aqueles que sabem, são chamados de watchers e identificados por um símbolo tatuado no braço. Uma lenda dos imortais diz que num futuro muito distante ainda, um único sobrevivente de cada raça se reunirá num portal para lutar entre si até restar apenas um ser.

Andhye Iore