MONSTROS S.A.
Os monstros nunca mais serão os
mesmos
Nova
animação da Disney/Pixar é o desenho com
mais efeitos computadorizados da história
| Depois de
"Monstros S.A.", as crianças
não temerão mais os monstros dos
armários ou aqueles que ficam embaixo
das camas. Os pais terão que inventar
outras histórias para a garotada dormir.
Em mais uma parceria Disney e Pixar
("Toy Story" e "Vida de
Inseto"), esta nova animação
computadorizada consolida um novo gênero
de histórias: mundos paralelos ao dos
humanos sob o ponto de vista de animais e
objetos. |

Sulley e
Mike: assustando crianças para
abastecer a Monstrolandia
|
Como "Vida de
Inseto" era a vida pelo ponto de vista das
formigas e "Toy Story" é passado no
mundo dos brinquedos, "Monstros S.A."
mostra a vida em Monstropolis, uma cidade de
monstros que é movida pela energia gerada pelos
gritos das crianças. Para isso, os monstros
assustam a garotada e "capturam" seus
gritos para empresas de seu mundo, como se fossem
companhias de energia elétrica em nosso mundo.
ESQUISITOS
Apesar da
aparência esquisita e antipática de alguns
personagens, o humor é o ponto forte nesta
aventura. A história gira em torno de Sulley e
Mike, dois caçadores de gritos. A voz das
personagens é um atrativo à parte, numa das
melhores falas da história da animação. John
Goodman (de "E Aí, Meu Irmão, Cadê
Você?") faz Sulley, o melhor caçador da
empresa Monstros S.A. e tem a aparência de um
pé-grande cheio de pêlos azuis e Billy Cristal
(de "Queridinhos da América") faz a
voz de Mike, o fiel parceiro de Sulley, que é um
pequeno ciclope verde.
As coisas na
Monstrolândia seguem normalmente até o dia em
que Boo, uma menina de cinco anos, decide seguir
um dos monstros e vai parar em um mundo paralelo
com casas, ruas, escritórios, mas com habitantes
muito loucos e perigosos. Alguém aí lembrou de
"Alice no País das Maravilhas"?
Disposto a colocar
as coisas na sua ordem normal, Sulley tenta levar
Boo de volta ao mundo dos humanos, mas acaba se
apegando à menina e passa por aventuras e
intrigas mirabolantes devido a esse
relacionamento que vai emocionar o público. Boo
corre risco de vida porque os monstros acham que
as crianças são tóxicas.
REALISMO
Como não poderia
ser diferente, o filme tem os mais avançados
efeitos tecnológicos. Foram usados cerca de 2,5
milhões de rendermarks (uma medida de técnicas
digitais), enquanto que no filme do cowboy Woody
os estúdios utilizaram cerca de 1,1 milhões.
Isso criou seqüências bem realísticas
mostrando pele, cabelo, sombra, iluminação e
movimento. Uma idéia do desenvolvimento das
técnicas de animação, por exemplo, é que dá
pra perceber claramente que a roupa de Boo se
movimenta independente do movimento de seu corpo.
Tais efeitos são
aperfeiçoamento do curta "Geris
Game", exibido nos cinemas antes de
"Vida de Inseto", onde um velinho
jogava xadrez consigo mesmo num parque. Depois de
receber o Oscar em 1998, na categoria curta de
animação, os produtores se debruçaram nos
computadores em busca de tecnologias que pudessem
criar a máxima sensação visual de realidade.
Explorando sua
própria obra, os produtores colocaram
participações especiais de personagens de
"Toy Story", entre os monstros. Assim
como as animações citadas, "Monstros
S.A." é um filme para toda a família e
não só o para as crianças. Ótima opção para
fugir da superficialidade de "Xuxa e os
Duendes".
Andhye
Iore
|
SERVIÇO
Monstros
S.A. ("Monsters Inc.")
EUA, 2001
Gênero: animação
Direção: Pete Docter
Vozes: John Goodman, Billy Cristal, Rob Gibbs,
Frank Oz, Steve Buscemi
Produção: Disney/Pixar
Duração: 1h32
Censura: livre
|
|