HENRI CARTIER-BRESSON
O poeta da fotografia
Fotógrafo
francês é um mito da história da fotografia
mundial
| Passando
da pintura para o desenho, depois para a
fotografia e para documentários
cinematográficos, o francês Henri
Cartier-Bresson se consagrou
como um dos mais respeitáveis
fotógrafos da história. Nascido a 22 de
agosto de 1908, em Paris, estudou pintura
aos 14 anos, se formou em pintura e
filosofia pela Universidade de Cambridge.
Sob a influência do surrealismo,
começou a fotografar em 1930, com 22
anos.
Seu estilo
poético de fotografar captou momentos
mágicos de classes e culturas diferentes
em diversos países por onde passou.
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Bresson: o
fotótgrafo mais respeitado no mundo
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LÍRICO
Irreverente, dá
declarações questionando coisas da vida, recusa
entrevistas e não se deixa fotografar facilmente
dizendo não quer que façam com ele o que fazia
com as pessoas. Por duas vezes, tentou destruir
todas suas fotografias, sendo convencido do
contrário por pessoas próximas.
Amante da natureza
e discreto, defendia o contexto de que fotografar
não se aprende, é um talento interior que o
fotógrafo deve ter. E isso ele tinha demais.
Suas fotografias eram líricas e, mesmo que
fotografasse temas sem muita beleza plástica,
sua imagem passava um ar de suavidade e pureza.
Bresson teve uma
vida cheia de mudanças. Morou na África, onde
exerceu diversas atividades para sobreviver e
deixou a pintura em segundo plano para se dedicar
mais à fotografia. Porém, suas fotos africanas
foram destruídas pela umidade. Com a volta a
Paris, comprou sua inseparável e famosa Leica.
Através de uma foto de Martin Munkasci, onde
três garotos negros corriam em direção às
ondas do mar, o inquieto fotógrafo francês
decidiu que sua vida era fotografar.
DOCUMENTÁRIOS
Iniciou uma
premiada carreira como fotojornalista onde seus
temas eram a classe baixa. Passou um ano nos
Estados Unidos e México, em 1935, onde deixou a
fotografia para se dedicar à realização de
filmes documentários. O que continuou com sua
volta a Paris, dessa vez trabalhando como o
renomado cineasta Jean Renoir. Além do convívio
com Renoir, Bresson fotografou grandes
celebridades.
Durante a Segunda
Guerra Mundial, Henri foi prisioneiro dos
alemães, o que o inspirou a fazer vários
documentários sobre a guerra. Voltou à
fotografia em 1946, quando ficou sabendo que um
museu americano estava preparando uma exposição
com suas fotografias em homenagem ao artista que
havia morrido na guerra.
Depois que Bresson
entrou em contato com os organizadores, a
notícia de que estava vivo ganhou grandes
manchetes na imprensa e sua exposição póstuma
foi transformada em uma coletânea de seus
melhores trabalhos.
GÊNIO
Em seguida, outra
mudança. Cartier foi trabalhar no Oriente no
final da década de 40. Em mais uma volta para
Paris, lançou um livro "Images à La
Sauvette". A respeitabilidade cercou o
trabalho do francês até o início dos anos 70.
Aposentado, dedica-se novamente ao desenho e à
pintura.
Além de suas
fotos, sua grande contribuição histórica para
a fotografia mundial foi o conceito de que, para
se fazer uma grande foto, é preciso descobrir o
momento decisivo do clic, onde a emoção vai
crescendo cada vez mais até culminar na
captação da imagem.
Buscando a
liberdade e intimidade das pessoas que
fotografava, Henri Cartier-Bresson deu uma poesia
à arte imagética. De personalidade forte e
inquieta, age como um grande artista sabendo que
tem coisas importantes a falar e um trabalho
genial a mostrar.
Andhye
Iore
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TRABALHOS

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