CHARLIE BROWN JR
SHOW

Andye Iore

O show do Charlie Brown Jr em Maringá, durante a Expoingá 2002, teve 1h33 de duração com 24 músicas. O vocalista Chorão entrou no palco em cima de um skate fazendo manobras. De repente, pega o "carrinho", joga no chão com raiva e o show começa com o público indo ao delírio.

Logo no começo, o baixista Chanpignon e o vocalista Chorão fazem um dueto em beat box, mostrando que o hip hop está cada vez mais presente na banda.

Após a quarta música, Chorão pergunta ao público se alguém gosta de Sandy e Júnior ou de Rick e Rener? Toda a arena vaia e grita "Não!!". Em seguida, em um só coro, o nome da banda ecoa pelo Parque de Exposição.

A animação da banda no palco contagia o público que pula a cada início de música. Porém, na sétima música, uma confusão abaixo do palco, faz o show parar e Chorão passa um sermão anti-violência.

Mas, foi só começar os acordes de "Zói de Lula" que a galera já voltou a curtir o show novamente.

Chorão estava inspirado e soltou mais uma de conscientização cultural. Depois de falar que cada um deve acreditar em si mesmo, bradou contra discursos hipócritas de campanhas anti-droga, dizendo que o Charlie Brown Jr não estimula o consumo de droga, que droga é o Backstreet Boys.

Com muita atitude e muito palavrão, Chorão conduz o show com empolgação. Ainda mais quando começa a cantar "O Couro Vai Comer", onde a banda é citada na letra.

O final do show é marcado por covers. A primeira, a 18º do set list da noite, é "Come as You Are", do Nirvana, com Chorão novamente entrando num skate. A próxima foi a que mais animou o público foi "Te Levar", tema da série "Malhação". Fim da primeira parte e a banda volta para o biz logo em seguida.

Sem cerimônias, o quarteto manda "Teorema", da Legião Urbana. O público demora um pouco para sacar, mas quando percebe, vai ao delírio. No final da música, uma homenagem gritando "Viva Renato Russo, viva Chico Science, viva Cassia Eller!".

Sempre atendo às causas sociais, a banda mandou outra cover de um grupo famoso por estas questões. "Não é Sério", do Rappa, não serviu para que tudo terminasse bem. Infelizmente, outra briga envolvendo muita gente aconteceu na lateral da arena.

Mesmo assim, o show foi encerrando com mais adrenalina. "Proibida Pra Mim" fez o público esquecer o cansaço, pular e gritar o refrão pegajoso do sucesso.

É justamente graças às polêmicas que o Charlie Brown Jr tem a adimração de um público que cresce a cada show e a cada disco. Sobre às brigas que acontecem em alguns shows, há várias variáveis, mas nem todas são responsáveis da banda. Falta de segurança no local, poucos shows de rock na região (como foi o caso de Maringá) e quando tem a garotada extrapola, entre outros motivos.

Maio de 2002.

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