COCTEAU TWINS
Com belas canções etéreas, banda escocesa consegue sensibilizar o público

Formada em 1981 pelo casal Elizabeth Fraser (vocal e letras) e Robin Guthrie (guitarra, programação de bateria eletrônica e produção) mais tarde, a dupla convidou o amigo Simon Raymond (baixo e teclado). o Cocteau Twins foi uma das mais importantes bandas no final dos anos 80 e início da década de 90.

A banda faz questão de frisar que a sonoridade não é comercial, mas não se preocupa com rótulos. A verdade é que o Cocteau Twins inovou e foi copiada por centenas de bandas no mundo todo.

A sonoridade singular é uma trilha sonora para os sonhos. Um mundo de névoas com lágrimas que umedecem lábios sorridentes enquanto pétalas caem sobre cristais. Esse tipo de música intimista e tocante foi batizada de ethereal. As imagens de nuvens e a sensação de tranqüilidade são inevitáveis. Um dos motivos da badalação em cima da banda são as letras escritas por Liz Fraser, que pesquisava as palavras pela sonoridade. Por isso, todo o mistério em torno das letras, na maioria das vezes, sem sentido, mas de uma melodia pegajosa. A mais ilustre influenciada por Cocteau Twins é Enya, que a mídia rotulou como new age, mas não é mais que uma cópia mal feita do trio escocês.

Outro marco importante na carreira da banda são as capas dos discos produzidas pelo estúdio gráfico da gravadora britânica 4AD. Os artistas tentaram, e conseguiram, passar para as capas dos discos o clima sereno com as belas melodias das canções. Com tudo isso, o Cocteau Twins colocou a mídia a seus pés por, simplesmente, compor as mais belas canções possíveis.

Essas belas canções foram conferidas pelos brasileiros num show no dia 20 de abril de 1991, no Projeto SP, durante a turnê mundial do disco "Heaven or Las Vegas". A sensação de ouvir ao vivo as músicas da banda é inesquecível. Logo no primeiro acorde, um arrepio corre pelo corpo. Quando entra a voz de Liz Fraser, você tem a certeza de que o céu existe. Impossível não se emocionar. Tanto é que a banda tem vários roqueiros radicais como fãs.

Os oito primeiros discos da banda, mais a caixa com os dez singles, foram lançados pela gravadora 4AD. Em 1992, o Cocteau Twins assinou com a Fontana Records, lançou dois álbuns antes de terminar em 1998. No Brasil, a gravadora Stilleto lançou três álbuns da banda no final dos anos 80, acompanhando a agitação do cenário alternativo britânico. Para o final de março desse ano, a gravadora Roadrunner programou o lançamento de um pacote com seis álbuns, mais os três álbuns do projeto This Mortal Coil, que reunia as bandas do cast da 4AD, como Dead Can Dance, Throwing Muses, Pixies, Wofgang Press, etc. Em quase 20 anos de carreira, o Cocteau Twins lançou mais de 20 discos, que sempre freqüentavam os primeiros lugares da parada indie. Confira os discos da banda:

ÁLBUNS
• "Garlands" (82)
• "Head Over Heels" (83)
• "Treasure" (84)
• "Victorialand" (85)
• "The Pink Opaque" (85)
• "The Moon and the Melodies" (86)
• "Blue Bell Knoll" (88)
• "Heaven or Las Vegas" (90)
• "CD Single Box Set – 10 cds" (91)
• "Four-Callendar Café" (94)
• "Milk & Kisses" (96)
• "BBC Sessions" (99)
ESPECIAIS
• "Lullabies" (82) EP
• "Sunburst and Snowblind" (83) EP
• "Pappermint Pig" (83) EP
• THIS MORTAL COIL – "It ‘ll End in Tears" (84)
• "The Spangle Maker" (84) EP
• FELT – "Ignite the Seven Cannons" (85)
participando na música "Primitive Painters"
• "Aikea-Guinea" (85) EP
• "Tiny Dynamine" (85) EP
• "Echoes in a Shallow Bay" (85) EP
• Coletânea "4AD – Lonely is na Eyesore" com a música "Crushed" (85)
• THE BATHERS – Sunpowder (85)
• "Love’s Easy Tears" (86) EP
• THIS MORTAL COIL – "Filigree & Shadow" (86)
• "Crushed" (87) EP
• IAN McCULLOCH – "Candleland" (89) participando na faixa "Candleland"
• "Iceblink Luck" (90) EP
• THIS MORTAL COIL – "Blood" (91)
• Coletânea "Sharks Patrol These Waters 2" com a música "Frosty the Snowman" (92)
• "Blueveard" (94) EP
• "Otherness" (95) EP
• "Twinlights" (95) EP

Andhye Iore