CONCRETE BLONDE
Terapia
musical como sobrevivência
Concrete
Blonde volta a gravar depois de sete anos
Andhye Iore

Concrete Blonde: de volta ao
presente
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Como é
comum na indústria da música, muitos
grupos que já se separaram há anos se
reúnem novamente para ganhar dinheiro de
maneira oportunista com turnês e
gravações de discos ao vivo. Mas, este
não é o caso dos californianos do
Concrete Blonde. O trio liderado pela
carismática Johnette Napolitano, não
fez muito sucesso quando esteve na ativa
no final dos anos 80 e início dos 90.
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A banda se separou
em 1995 e voltou ano passado lançando o disco
"Group Therapy". Restrito ao mercado
alternativo, o grupose destacava no circuito das
college radios e ajudava a dar consistência à
cena pós-punk de Los Angeles ao lado de nomes
conceituados como X e Wall of Woodoo.
Formada em 1982,
com o nome de Dream 6, a origem da banda tinha
Johnette como baixista e vocalista e Jim Mankey
na guitarra. A dupla passou muito tempo tocando
por clubes até conseguir um contrato somente em
1987, já batizada de Concrete Blonde e com o
baterista Harry Rushakoff.
I N F L U Ê N C I A
Com canções bem
criativas, Napolitano passeava entre o punk, o
folk e um clima sombrio o que rendeu
muitos fãs góticos ao grupo para se
destacar como uma das mais criativas compositoras
do indie rock americano da época.
É claro que a
garota tinha boas referências. Johnette é uma
espécie de Leonard Cohen de saias e com um
visual mais rebelde que o gentleman da música
pop.
O primeiro disco,
lançado ainda em 87, foi batizado com o nome da
banda e saiu pela gravadora IRS, a mesma do REM
que até teve uma discreta influência no
Concrete Blonde. Mas, foi só em 1990 que o grupo
conseguiu colocar um hit nas paradas. O disco
"Bloodletting" tinha a música
"Joey", obrigatória nos shows ao longo
da carreira.
Alternando letras
de forte teor pessoal e muitas referências da
cultura mexicana, o Concrete Blonde seguiu
lançando bons discos e só teve outro destaque
em 1993, com a música "Heal it Up", do
disco "Mexican Moon", o último antes
da "separação provisória".
C O V E R S

Johnette Napolitano: estilo
e talento
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Um ano
depois que a banda parou de tocar, a
gravadora lançou a boa coletânea
"Still in Hollywood", que dava
uma panorâmica na carreira do grupo e
trazia músicas dos lados B dos singles. Entre elas, ótimas
covers escolhidas a dedo para Nick Cave,
Bob Dylan, Cheap Trick e, é claro,
Leonard Cohen.
Em 1997,
Johnette se reuniu novamente com Mankey
para participarem do disco de uma banda
mexicana.
O projeto
foi batizado de "Concrete Blonde e
Los Illegals" e apresentava uma
mistura de música mexicana com hard
rock, o que não chamou a atenção da
crítica e, muito menos, do público.
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Depois disso,
Johnette sumiu do mapa e voltou somente em 2001
com o bom disco "Group
Therapy".
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DISCOGRAFIA
Concrete
Blonde é uma banda

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