8º GOIÂNIA NOISE FESTIVAL
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Domingo, 24 de novembro
No domingo, as expressões nos rostos já revelavam o cansaço. Mas, ainda tinha um restinho de energia. A abertura foi da local Against e seu hard core. Depois, um show que poderia ter ficado de fora. O Réu e Condenado é mais um que explora as piadas para fazer música. O Resistentes (de Goiânia) é punk rock anos 80 e empolgou o público. Os baianos do Arsene Lupin misturam bossa nova, brit pop, psicodelismo e música eletrônica com um belo resultado que agradou ao público – principalmente "Sinapse Colapso"- que pôde comprar o single "Saudade Rubi Hi-Fi", à venda no stand da Big Bross.

Os mineiros do Estrume’n’tal também empolgaram a galera com sua surf music instrumental. O Prole (de Americana – SP) mostrou seu falado e polêmico hard core tosco com discursos sociais. A seguir dois grupos goianos que fizeram o palco ferver. O Hang The Superstars revela sem pudor algum que copia muita coisa. Essa sinceridade e um garage rock energético arrastou uma numerosa e agitada platéia. Depois foi a vez do MQN e o showman Fabrício Nobre. A banda da casa fez o que todos esperavam: botou todo mundo para pular ao som do recém lançado disco "Hellburst". A porrada continuou com o Macakongs 2099 (de Brasília) e seu hard core animalesco.

A carioca Mustang apresentava uma das duas lendas vivas do rock brasileiro presentes no festival. Carlos Lopes (ex-Dorsal Atlântica) agora está mais calmo musicalmente. O Mustang pode não ser tão pesado quanto o grupo anterior, mas é muito vibrante misturando garage e glam. Quando todos se voltavam para o teatro Pyguá, onde Lobão passava o som, no segundo teatro os curitibanos Pelebrói Não Sei fizeram muita gente pogar e rir com as besteiras faladas pelo vocalista.

O 8º Goiânia Noise Festival não poderia acabar melhor. O mártir da música independente se juntou aos jovens militantes do underground para fechar o evento com chave de ouro, ou melhor, com muito barulho. Entre clássicos e músicas novas, Lobão enfrentou o calor do local e mostrou sua rebeldia e ironia. "A Vida é Doce" foi um exemplo de como os anos passam, mas o lobo não amansa nunca!

Andye Iore, 2002

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