8º GOIÂNIA NOISE FESTIVAL
Goiânia rock city
Os primórdios do rock goiano

Andye Iore, nov/2002

Que Goiânia têm uma das cenas mais agitadas no meio independente brasileiro, muita gente já sabe. Mas, o que realmente surpreende esta movimentação roqueira que entra na quarta geração de bandas no cerrado é a organização. Na capital de Goiás não há espaço para os shows mal divulgados, com aparelhagem "fuleira" e pouco público.

Mas, antes de chegar aos dias de hoje, é importante contar um pouco da história do rock goiano. Goiânia sempre teve boas bandas de hard core e heavy metal. No início dos anos 90, um cara esquisito chamado Oscar F. fazia fanzines legais ("Pensamentos Obscenos de Lucrécia Bórgia") e era bem conhecido no meio até abrir uma loja de discos e um selo ("Sonic") em 1993 com Léo Bigode e Márcio Jr. que, hoje fazem parte da Monstro.

Depois de fechar a loja em 1997, Oscar foi para a Inglaterra e não mandou notícias deixando uma série de folclores como atendimento aos clientes como Jack Black da loja do filme "Alta Fidelidade". Uma delas, contada em meio à gargalhada, é que quando alguém entrava na loja pedindo um disco do Iron Maiden, Oscar mandava o cliente procurar na lixeira.

Antes de Oscar, Cláudio Castro liderava a banda HC 137 e agitava a cidade com shows, lojas e um selo batizados de Subway ainda no final dos anos 80. O HC 137 gozava de prestígio entre os punks de todo o país e Cláudio lançava discos bandas agitando o underground de Brasília e Goiânia. Há cinco anos, o roqueiro mor do cerrado morreu num acidente de moto e não pôde presenciar o sucesso do rock goiano pelo país.

E esta é a base do que acontece hoje em Goiânia.

Confira imagens que fizeram a história do rock goiano

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