GRENADE

Revela maturidade de ex-Killing Chainsaw

Mesmo que Rodrigo César insista em deixar sua ex-banda como algo do passado, é difícil não fazer referências ao Killing Chainsaw, principalmente pela sua importância no cenário alternativo brasileiro.

Depois de se mudar de Piracicaba para Londrina, ficou mais difícil manter o Killing Chainsaw na ativa. Então, Rodrigo passou a compor com mais freqüência sozinho. Iniciando como um projeto experimental, Rodrigo tocava sozinho, com uma guitarra. Em casa, usava um gravador portátil de quatro canais para ir gravando as novas composições.

Nada do rock visceral do Killing Chainsaw. Dessa vez, as coisas eram mais baladas, folk, inspiradas pela distância dos amigos de Piracicaba. Então, em 1998, foram pipocando lançamentos em demo tapes, cds e convites para shows. A curiosidade era enorme, ver um dos guitarristas da banda que fazia os melhores shows nos palcos do Brasil, tocar sozinho num palco em clima intimista.

"A Child’s Introduction", "Grenade is na out of the Body Experience", "Shortwave Young Love Kingdom" e as coletâneas "Global Lo-Fi Underground", somente com artistas que gravam suas músicas em casa. A cada nova composição, a qualidade ia melhorando e Rodrigo pegava gosto pela coisa.

Amigos passaram a participar do Grenade, enquanto o projeto recebia prêmios da Revista Showbizz e da coluna Fun do jornal Gazeta do Povo. Para concretizar a imagem da banda, o selo americano Ducweed lançou os cds da banda no mercado americano.

Com certeza, o fim do Killing Chainsaw foi uma perda irreparável. Mas, nada melhor que baladas do Grenade para convencer que nada dura para sempre. Em 2001, Rodrigo decidiu ter uma banda novamente. Alguns ensaios e logo o novo Grenade estava tocando pelos palcos do Brasil com uma sonoridade mais rock'n'roll, onde o espírito roqueiro de Neil Young guia a guitarra de Rodrigo.

Andhye Iore

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