THE HIVES
O
rocknroll não morreu!
O garage
rock dos suecos do The Hives chega ao Brasil
depois de conquistar o mundo
Andye Iore,
2002
Poucos hypes confirmam toda
a expectativa criada em torno do nome da banda
quando se ouve pela primeira vez. No caso da
banda sueca The Hives, essa decepção só
acontece para quem não gosta de
rocknroll.
Não que a banda
seja maravilhosa. Mas, é que o som é a mais
pura essência do rock. Música rápida, vocal
gritado, terninho retrô e comportamento abusado.
O Hives mistura
garage com punk rock e new wave. Assim, desde
ecos do Stoges até levadas do Devo fazem o corpo
balançar. Toda a agitação em cima do quinteto
se deve ao dois fatores que pegaram o meio
alternativo de surpresa.
O primeiro é a
origem do grupo. Não é novidade para ninguém
que a cena sueca sempre foi povoada por artistas
pop no conceito mais pejorativo do termo.
Roxette, Ace of Base, Neneh Cherry e a lenda ABBA
impregnaram as paradas com hits descartáveis e
dispensáveis.
Talvez, o
Cardigans seja o único que mereça uma atenção
maior. É claro, que existe muito rock na
Suécia. Mas, até o The Hives nenhuma banda
tinha recebido e confirmado tanto crédito.
APELIDOS
O outro fator é
que enquanto o Hives escandalizava os suecos, a
Inglaterra era tomada por uma onda de bandas de
folk e space folk. Ou seja, o Hives - ao lado do
Strokes e White Stripes - foi o responsável por
colocar fogo nos palcos britânicos novamente.
A banda foi
formada na cidade industrial de Fagersta, em
1993. A história é velha conhecida: cinco
amigos não tinham muito o que fazer e resolveram
tocar por diversão. A coisa foi crescendo e hoje
são considerados a salvação do rock.
Mas, o vocalista
Howlin Pelle Almqvist, o baterista Chris
Dangerous, o guitarrista Nicholaus Arson , o
baixista Dr. Matt Destruction e o guitarrista
Vigilante Carlstroen, além do bom e velho garage
rock, usaram uma fórmula que atraiu uma grande
curiosidade.
O visual da banda
é bem arrumadinho com ternos, gravatas e camisas
sociais tudo muito bem combinado como nos
nostálgicos mods. Para divertir ou
confundir eles criaram um alter ego.
PSEUDONIMO
Na historinha
criada pela banda para apresentar sua origem,
Randy Fitzsimmons era o empresário que formou o
grupo, compôs as músicas, escolhia o figurino e
direcionava a carreira do The Hives. Ou seja, era
uma jogada de marketing ironizando o próprio
mercado musical. E deu certo.
Além de já ter
tocado pelo mundo todo, o grupo ganhou as capas
das principais revistas musicais do planeta.
Seguindo a trilha aberta pelo Strokes na grande
mídia, o Hives ia conquistando seu espaço
através de shows matadores.
Mas, a semelhança
com os novaiorquinos fica só nas influências
sixties. Perto do punch nos palcos dos suecos, o
Strokes parece um bando de rapazes tocando
suavemente com medo de danificar o equipamento.
O sucesso do Hives
no mundo todo é recebido com um grande sorriso
nos lábios do roqueiros tradicionais. Até no
Brasil, este revival de garage rock inspirado por
Stooges e MC5 tem seus seguidores. Bandas como
Walverdes, Thee Butchers Orquestra e MQN já
agitam os palcos underground há muito tempo e
garantem que o rock vale a pena!
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