JASON
ENTREVISTA
Andye
Iore - Como você avalia o fato das
pessoas ficarem meio em dúvida quanto à
sonoridade dos discos do Jason?
Panço - O
primeiro disco é 99% hardcore. Vamos dizer que o
segundo seja 80%. Ser ou não pesado? A gente
acha pesado, mas se tem algo divertido em lançar
um disco, é ver as opiniões diferentes das
pessoas. Tem várias coisas ali que não são
tão pesadas assim e aí dá uma balanceada.
Como está o Jason hoje?
Por ora a gente
precisa arrumar baterista e vocalista novos já
que estamos cumprindo os compromissos com nosso
antigo cantor, que já não é da banda e com um
amigo na bateria. Divulgar um cd de forma
"diy" (n.r.: do it yourself, ou
seja, faça você mesmo) leva muito mais tempo
que numa major, então continuamos divulgando o
cd como lançamento. Gravamos duas músicas para
a coletânea "Tributo ao Inédito" que
já está chegando a 3 mil cópias e a
divulgação dessa coletânea é a prioridade
total no momento. Fizemos um show e temos mais
cinco junto com as outras nove bandas para
divulgar isso aí. Estamos esperando a estréia
do clipe novo, o que ainda não sabemos quando
vai rolar.
Além da banda quais seus outros
projetos de trabalho?
Vou lançar um
livro em breve com os diários das nossas cinco
tours - Europa, sul e três nordestes. Várias
histórias boas. De resto andei tendo umas
idéias, mas é melhor esperar para ver se vai
mesmo sair. Já falei demais sobre coisas que
não aconteceram e pega mal pra mim.
Como é trabalhar no underground,
num segmento que não tem tantos espaços?
Acima de tudo a
gente faz o que gosta e já há mais de uma
década. Eu tenho banda desde 88 (com um pouco
mais de notoriedade desde 92). Você tem que
fazer o que tá com vontade e as coisas vão
acontecendo do modo que é possível. Em termos
de imprensa escrita, por exemplo, a gente tem
bastante espaço, eu acho. O que falta é rádio,
dinheiro pra produzir as coisas que são mais
caras como um clipe em 16mm, mas fazemos as
coisas da melhor maneira possível e nunca vamos
fazer o que não nos deixa felizes.
Andhye
Iore, julho de 2002
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