JOY DIVISION

Mito resiste ao tempo
O mais reprsentativo grupo gótico existia antes do gênero ser criado pela mídia

18 de maio de 1980. Esta data é uma das mais tristes da história do rock. Foi nesse dia que Ian Kevin Curtis se enforcou, aos 23 anos de idade. Ian Curtis era o vocalista de um dos principais e mais influenciadores grupos do pós-punk: o Joy Division.

Por volta de 1976, quando o punk fervia a Inglaterra, um show do Sex Pistols, na cidade de Manchester, mudaria para sempre a vida de vários jovens e ocasionou o surgimento de grupos significativos no cenário mundial.

Na platéia desse show estavam garotos que, no dia seguinte, pegaram instrumentos e saíram pela cidade dando início ao que seria chamado pela mídia de "a cena de Manchester". Buzzcocks, The Fall, The Smiths, Joy Division que, anos depois, influenciariam Stone Roses, Happy Mondays, entre outras.

A idéia de formar o Joy Division surgiu dos amigos Bernard (guitarrista) e Peter Hook (baixista). Após a passagem de dois bateristas, Stephen Morris assumiu as baquetas e, no vocal, estava "o poeta dos desesperados", Ian Curtis.

Os três músicos não possuíam uma formação muito conceituada, então Ian levava discos do Velvet Underground, David Bowie, The Stooges, T. Rex e Kraftwerk e falava que eles deveriam ouvir aqueles discos.

No início, eles não passavam de mais uma banda punk que, antes de Joy Division teve os nomes Stiff Kittens e Warsaw (inspirado na faixa "Warszawa", do álbum "Low", de David Bowie). Mas, Martin Hannet, membro não-ofocial da banda (e futuro produtor), direcionava a sonoridade do Joy Division para caminhos mais elaborados e climáticos.

Enigma, desespero, melancolia, angústia, dor, solidão, misturados e apresentados de maneira poética e emocionante. Essa foi a função de Ian Curtis na banda.

O curioso é que todos negavam qualquer tipo de de auto-promoção. Nos discos não vinha impresso nomes dos componentes, indicação de lado A ou B e, muito menos, fotos da banda. Para eles, o que interessava era que quem comprasse os discos prestasse atenção somente nas música e nas letras escritas por Ian.

Joy Division era o nome onde, na Segunda Guerra Mundial, se mantinha as presidiárias e prostitutas para satisfazerem os desejos sexuais dos oficiais alemães nos campos de concentração.

Algumas das várias lendas que cercam o mito Ian Curtis, é que o motivo de seu suicídio foi as crises de ataque epilético que tinha durante os shows da banda. Com tanta insegurança de não saber se os shows iriam terminar bem, Ian foi sendo consumido até se matar, sem mesmo levar em consideração sua mulher.

Após a morte do vocalista, os outros membros da banda continuaram tocando com o nome de New Order. Efetivaram a tecladista Gilian Gilbert, que tocava nos show do Joy Division, e com um enorme domínio de estúdio se tornaram a banda independente que mais vendeu discos na história.

Andhye Iore

LETRAS

FOTOS
Veja a foto do túmulo de Ian Curtis

DISCOGRAFIA

• Unknown Pleasures (79)
• Closer (80)
• Still (81)
• Substance (88)
• The Peel Sessions (90)
• Permanent (95)
• Warsaw (95)
• Heart and Soul - Box Set (97)
• Preston 28 Febraury 1980 (99)
• The Complete BBC Recordings (00)