MAN OR ASTRO-MAN?
Som de outro mundo
Banda
americana apresenta seu som intergalático com
influências de surf music
ENTREVISTA
Andhye
Iore - Vocês tem idéia de quantas
entrevistas deram no Brasil?
Man or
Astro-man? - É incalculável! É
incalculável!
É sinal de que a colonização
do planeta está funcionando ...
Yeah! Acho que os quatro
dias de MTV Brasil foram mais do que nós já
fizemos em toda nossa existência como Man or
Astro-man?. É bom, é mais um elemento de
lavagem cerebral das massas, porque nós estamos
acelerando o processo de invasão da Terra e o
Brasil é o primeiro lugar desse processo, depois
de trabalharmos os Estados Unidos e a Europa. E
vocês, maringaenses, serão a nossa próxima
conquista !
Nos Estados Unidos, vocês tem
esse espaço na mídia?
Na América, há
diferentes faces de como funciona este espaço,
não é como aqui no Brasil onde só a grande
imprensa tem importância. Há muitos fanzines,
as college radios... Na verdade, nós atuamos
nesse meio, implantamos chips em algumas pessoas
da mídia e controlamos as transmissões da
mídia com mensagens ocultas.
Eu estudo esse controle da mídia
na faculdade...
Yeah! Nós temos
alguns professores a nosso serviço também.
Nos shows, vocês usam vários
equipamentos tecnológicos
que normalmente só se usa em estúdio...
Nós usamos alta e
baixa tecnologia. Estamos há mais de 9 mil anos
além da tecnologia deste planeta, mas aqui
usamos a tecnologia de vocês.
No espaço sideral, em Grid
Sector, os alienígenas também
gostam de música estúpida como Backstreet Boys,
Mariah Carey ,
Leonardo ou os aliens são inteligentes e escutam
rock?
Yeah! Nós temos
um gosto muito melhor que o da Terra, é claro!
O som de vocês tem influência
de surf music e new wave.
Fale sobre outras coisas que influenciam no
trabalho da banda:
Estamos na Terra
há apenas 7 anos, mas gostamos muito de B-movies
dos anos 50 e 60 que mostram os alienígenas. O
universo é muito ruidoso, tem transmissões de
rádio, ondas sonoras, há muita coisa
interessante no espaço.
Falando em trash movies, várias
músicas de vocês tem títulos como os de filmes
B. Vocês conhecem o diretor brasileiro Coffin
Joe, o Zé do Caixão?
Claro! Gostamos
muito do Coffin Joe. Quando Blazar teve sua
primeira forma humana, uma das coisas que fizemos
foi colocá-lo numa tumba e cobrí-lo com
tarântulas, como num dos filmes do Coffin Joe.
Uma das aranhas entrou em sua testa, você vê
essa cicatriz que ele tem? No próximo show,
vamos tirar essa aranha dele.
Que interessante! Eu tenho os
filmes do Coffin Joe...
Yeah! Qual o seu
favorito?
É "À Meia Noite Levarei
Sua Alma".
Vocês estão fazendo algo que é
impossível para as bandas alternativas
brasileiras, que é fazer uma turnê num curto
espaço de tempo.
As bandas daqui não tem espaço na mídia e se
cantam em inglês,
não conseguem nem gravar discos. O que vocês
pensam disso?
| Acho que
as bandas podem se mobilizar numa cena
independente e tocar em outros lugares
fora de São Paulo e Rio de Janeiro, como
o que acontece em Belo Horizonte. |
| Foto:
Guilerme Campos |
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Achamos que a
língua não é importante, já que o inglês é
uma boa língua para o rock. Por exemplo, o
Southern Graaaal é a língua mais aceitável no
espaço sideral.
Se vocês pudessem consertar a
nave de vocês e
voltar para Grid Sector, o que vocês levariam da
Terra ?
Levaríamos a
caipirinha! Yeah! Isto é como combustível para
nós. Mas, a única caipirinha boa é com
cachaça ...
Pinga !
Yeah!
Pinga! Vodca não! São nomes estranhos, mas a
caipirinha é boa. Caipirrrinha, caipirrrisca,
caipirrrrista, caipirrrrevista...
Texto,
entrevista e tradução: Andhye Iore, novembro
de 1999
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