PIN UPS

O Pin Ups por Zé Antônio

Primeira formação: durou dois meses, tinha um baterista chamado Alexandre, que saiu porque entrou como quebra-galho e estava sem tocar há muito tempo. Depois, o André, que era o primeiro vocalista, saiu porque era uma pessoa muito maluca. Queria fazer astronomia e estar numa banda tipo REM e não era o que a gente tava fazendo.

Depois, o Peu, que era guitarrista e saiu porque tocava muito bem... era virtuoso. O Marquinhos foi a pessoa mais maluca que já passou pela banda. Acho ele um grande músico, um cara supertalentoso, mas era muito instável e quis ter a banda dele. A saída dele foi a mais confusa. Nós não brigamos, mas até hoje não ficou claro porque ele saiu, nunca conversou com a gente sobre isso. Foi estranho.

O Luís, na época, foi engraçado. Quando ele saiu, na época estávamos gravando o "Scrabby" e havia uma disputa de egos entre a Alê e o Luís. E o Luís se casou depois e a mulher dele queria um outro direcionamento pra vida do Luís. Teve uns mal entendidos na época, mas foi na boa.

E a Alê quis sair porque está com outro projeto de vida e, acho, que tenha cansado um pouco também. Eu sou mais discreto na banda e a Alê sempre teve mais projeção. Tanto pela personalidade e por estar nos vocais. E, também, porque ela sempre respondeu às provocações dos outros. Obviamente, ficou muito exposta e teve que agüentar muitos ataques. Outra coisa também é que ela tem banda e o marido dela também, então eles não se viam. Foi uma decisão que ela pensou muito e queria cuidar mais das coisas delas. Foi super na boa, não teve briga.

Depois, tivemos uma reunião e eu decidi continuar com a banda, mesmo com a saída da Eliane e do Flávio. A Eliane foi a pessoa mais problemática que tivemos na banda, era muito mimada. O Flávio queria continuar, mas acho que sofreu pressão da Eliane pra sair também.

Desde fazer um projeto meu com violão, meio low fi, até convidando amigos e retomar uma coisa que eu queria há um tempo, que era algo mais agressivo. Na época do Luís nós tínhamos isso, um som mais barulhento. Quando a Alê assumiu os vocais, deu para experimentar um monte de coisas e não tinha porque fazer um som mais agressivo se ela tinha um vocal mais doce. Acho que ela saiu no momento que poderíamos fazer um disco mais maduro, no que diz respeito à voz dela.

Eu queria retomar essa coisa mais pesada. Pensei em quem poderia chamar pros vocais e liguei pro Luís e ele aceitou de imediato. Pra guitarra, pensei no Ramon que era do Estrada, era um amigo que trabalhou aqui e tem uma coisa bacana de rifs e, como eu tava com ressaca da Eliane de tocar uma nota em uma palhetada só, o Ramon seria ideal pra isso.

Ficou faltando o mais difícil pra uma banda, que é arrumar um baixista e um baterista bons. Pro baixo, chamei o Sato, que era do Mickey Junkies e ele achou legal. Na bateria, o Pin Ups teve dois bateristas muito bons. O Marquinhos e o Flávio, que tinham como característica uma batida pesada. Aí pensei no Pedrinho, que era do Killing Chainsaw. Ele topou também. Vamos ensaiar, vê quais músicas vamos colocar no repertório, se vamos resgatar alguma coisa antiga, que música que a Alê cantava fica boa na voz do Luís.

Zé Antônio

 

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