SONIC DISRUPTOR
ENTREVISTA
SUPERS
Há alguns anos atrás, não dava
pra imaginar que bandas
como Low Dream, brincando de deus e SD lançariam
CDs, seriam
bem aceitas e fariam até vídeo clips (algo
inconcebível de se pensar)
...como vocês analisam o mercado brasileiro?
SONIC DISRUPTOR
O mercado brasileiro está melhorando
a cada dia devido ao surgimento de inúmeras
bandas fazendo um trabalho super competente.
Melhorando o nível das bandas, melhora também a
aceitação por parte do público e da mídia.
Como se deu a oportunidade
trabalhar com
Kid Vinil e como rolou o trabalho com ele?
Simplesmente
ligamos para ele e o convidamos. Ele é um cara
super legal e antenado com o mundo da música.
Trouxe novas idéias e entendeu perfeitamente a
proposta da banda. O resultado é maravilhoso.
O SD tem um forte apelo de
"imagem", seja no visual da banda, seja
nas capas de demos/CD. Vocês tem uma
preocupação com a "imagem além do
som"?
Sim...Som e imagem
se complementam na Sonic Disruptor. A concepção
visual é tão importante quanto à própria
música. É um reflexo de nossas idéias.
Alguns jornalistas não aceitam o
fato de uma banda brasileira cantar em
inglês, como é o caso da SD. Mas estes mesmos
jornalistas não entendem que
existe um público para estas bandas aqui no
Brasil, e que estas bandas
são muito melhores que algumas que fazem parte
da cena pop brasileira...
O preconceito
existe, mas não chega a nos afetar. Optamos por
cantar em inglês pois crescemos ouvindo isto.
Soaríamos falsos se fizéssemos o contrário.
Não queremos compartilhar do oportunismo que
impera a cena pop brasileira. Fazemos o que
gostamos e isso é o suficiente.
Quais são as influências
literárias e musicais da banda?
Nós fomos muito
influenciados pela "Beatnik Generation"
como Jack Kerouac, e William Burroughs. Na
música gostamos muito de Beatles e do indie pop
inglês. Já o lado estético é influenciado
pela pop art de Andy Warhol.
O SD tem alguma divulgação em
outros países?
A banda planeja trabalhar fora do Brasil?
Temos a
consciência que trabalhar fora do país é muito
difícil, mas não impossível. Nosso disco já
seguiu para Inglaterra, Itália e Escócia. Agora
em fevereiro, o nosso baixista vai a New York
fazer alguns contatos.
Não é muito fácil lançar um
CD hoje em dia, ainda mais independente.
Qual é a história do disco de vocês?
O pessoal da Open
House nos procurou devido aos comentários que
circulavam sobre a banda. Assinamos contrato e
gravamos o disco, mas na hora de divulgar, eles
mostraram não Ter estrutura para levar o projeto
adiante. Decidimos trabalhar sozinhos e parece
que estamos conseguindo.
(Entrevista
feita em fevereiro de 1996)
Andhye
Iore
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