CARTUM
"CARTUM - A IMAGEM QUE VALE POR MIL PALAVRAS"

ORIGEM

O cartum surgiu da caricatura. A palavra caricatura vem do inglês caricature que, por sua vez, veio do italiano caricare, significando carregar, adulterar, exagerar.

Podemos considerar como o registro primário de cartum, os desenhos do homem primata nas paredes das cavernas. Com o passar da história, outras formas de desenhos, de motivos e artistas foram surgindo. No antigo Egito, Roma, Grécia e Índia, onde os povos desenvolviam mais rapidamente os conceitos artísticos para preservar e formar culturas, encontram-se registros de desenhos classificados como "caricaturas da história", na literatura destes povos.

Arqueólogos descobriram desenhos feitos em giz em pedaços de parede, datados de 79 D.C., preservados pela lava da erupção do vulcão Vesúvio que destruiu a região de Pompéia (1). Presumindo que os povos antigos também riam e, como não podia deixar de ser, riam de suas próprias atitudes e imperfeições, como nós, estes desenhos mostram situações características do povo romano, com vários desenhos retratando soldados, com personagens sem camisa devido ao calor e, até de censura. Diz a história que Nero, debochado por alguns artistas, mandou fechar o anfiteatro da cidade. Com isso, muitos artistas passaram a fazer desenhos escondidos dos soldados do imperador pelas ruas. Aí aparece a origem da história de ridicularizar personalidades através do desenho.

Já na Índia, os artistas que usavam o desenho para mostrar seu talentos e suas idéias, deixaram registros primários de suas muitas crenças. Um dos registros mais antigos (sem data específica) é o de um grupo de pigmeus lutando contra gansos. Este desenho já representava a adoração aos animais como deuses pelos indianos, além de mostrar que podiam existir seres humanos com outras formas, já que a maioria acreditava que os pigmeus eram invenção dos contadores de história.

Na Idade Média, entre os séculos XI e XII, como os bispos faziam questão de ostentar na construção das catedrais, contratavam os melhores desenhistas para detalharem as paredes das igrejas com desenhos. Também nesta parte da história, os artistas usaram de sua criatividade para criticar a

luxúria na qual viviam os bispos e todo o clero. Nos próprios desenhos do interior das catedrais, os desenhistas colocavam pessoas nuas apanhando de um mestre, enquanto outras estavam felizes conversando e lendo. Ao explicar para os bispos, diziam que era a representação do inferno para quem não seguisse a religião católica, enquanto o grupo que lia e se divertia era formado por católicos felizes. Na verdade, eram os próprios bispos castigando quem ia contra os ideais católicos, enquanto o grupo era forçado a ler os escritos católicos.

A Renascença, entre os séculos XV e XVI, também teve importantes registros de caricatura em seus novos impulsos artísticos. Porém, somente em 1757 que Samuel Johnson incluiu a palavra ao dicionário americano. O termo comic strip (tira) foi incluído no dicionário somente em 1920, descrito como um grupo de cartuns em seqüência narrativa.

Em tempos de revolta social e revoluções industriais e políticas, os caricaturistas da época apresentavam os acontecimentos históricos usando a sátira contra princípios morais. O cartum, tão utilizado nos impressos hoje em dia, veio com um dos inúmeros conflitos na mídia impressa americana. Originário da palavra inglesa cartoon, que significa caricatura ou desenho animado, o cartum ganhou força na imprensa depois de crises e novidades para tentar manter os anunciantes nos jornais. Com isso, os editores passaram a utilizar cartunistas para reforçar mais o contexto de entretenimento dos impressos, tornando a notícia secundária.

Como cultura ou como profissão, o cartunista utiliza-se de toda criatividade possível aliada à uma extrema capacidade de síntese para, num pequeno espaço, fazer rir ou refletir.

"Um pouquinho de alegria ultrapassa os pesares mais abundantes, porque rir é próprio do homem." (François Rabelais – 1483-1553 - poeta francês)

"A alegria exige aprofundados estudos de psicologia, que podem penetrar no que há de mais profundo e fundamental no ser humano." (site cartuns.com.br)

"Nada há que me dê tanto prazer quanto o absurdo." ("Sonhos de Uma Noite de Verão", William Shakespeare)

Andhye Iore

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