DIDÁTICA
Quadrinhos podem ser
utlizados na escola
Universo
das histórias em quadrinhos é um
artifício para tornar as aulas mais
interessantes.
O primeiro contato
de todo ser humano com a leitura é através das
histórias em quadrinhos, ao menos, deveria ser
dessa forma. Mesmo não entendendo nada, a
criança fica fascinada com os desenhos rodeados
de balões com letrinhas,
O impacto visual
das ilustrações associado à linguagem escrita,
deu uma fundamental importância aos quadrinhos
na cultura global. Da sua origem, no final da
década de 20, os quadrinhos saíram dos jornais
para ganhar revistas próprias, foram
transformados em desenho animado para a televisão
e várias personagens fizeram sucesso no cinema.
Chamados de comics
nos Estados Unidos, de mangá no Japão,
de banda desenhada em Portugal, de fumetti
na Itália, no Brasil os quadrinhos também são
conhecidos por gibis ou hq
(iniciais de histórias em quadrinhos).
O único ponto
negativo na história da hq vem por parte do
público. Pessoas sem informação consideram os
quadrinhos coisa de criança. Muitos não
imaginam, mas existe um universo rico além dos
gibis infantis ou hqs de super-heróis. Assim
como no cinema ou na música, os quadrinhos
também tem um estilo alternativo. Chamados de quadrinhos
de autor, as histórias são recomendadas
para adultos, trazem roteiros mais elaborados e
as ilustrações são verdadeiras obras de arte.
Os quadrinhos como
meio pedagógico se fortalece com o uso dos
quadrinhos de autor. Os artistas fazem um estudo
antes de criarem as histórias, por isso, ao
fazer uma leitura mais detalhada e profunda o
leitor descobre elementos de psicologia,
ideologia, filosofia, ciência e tecnologia.
Além das referências explícitas de literatura,
cinema, teatro e críticas sociais.
Adaptando os
quadrinhos à programação de aula, o professor
está dando um novo estímulo ao aluno e,
consequentemente, tornando sua aula mais
interessante aumentando a frequência.
Comparar as hqs
com fatos da realidade social é um exercício
instigante.
nos gibis infantis da Turma
da Mônica tem o aproveitamento comercial do
momento, como personagens imitando a Tiazinha;
no mundo Disney, o capitalismo
está presente no Tio Patinhas;
Batman mostra a violência
urbana e trauma de infância;
o preconceito da sociedade para com
os diferentes está em X-Men;
Sandman está repleta de
mitificação;
o Capitão América tem um
patriotismo exagerado;
há mensagens contra a agressão da
natureza pelo homem nas revistas do Monstro do
Pântano e na graphic novel Orquídea
Negra;
o Flash ajuda a entender
parte da física;
o Surfista Prateado tem
crises existenciais;
a convivência social dos grupos de
super-heróis (X-Men, Vingadores, Liga da
Justiça, Gen 13, Quarteto Fantástico, Wild
CATS, etc);
e, ainda, os problemas de dupla
identidade de 90% das personagens devido às
máscaras e uniformes.
Com tudo isso,
achar que histórias em quadrinhos é coisa de
criança não é preconceito. É apenas perder a
oportunidade de melhorar o seu nível
intelectual.
Andhye
Iore
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