HISTÓRIA
Conheça um pouco da
história das histórias em quadrinhos
Parte I - O princípio
Quando se fala
sobre histórias em quadrinhos, as pessoas
desinformadas logo pensam que isso é coisa de
criança. Pura tolice, pois a maioria dos
leitores de quadrinhos é de adultos. Nos Estados
Unidos, os quadrinhos foram batizados de comics
porque os primeiros títulos lançados nos
primórdios eram histórias de humor, cômicas.
Os artistas
pioneiros nos quadrinhos eram considerados loucos
e marginais pela grande imprensa. Com o passar do
tempo, as HQs ganharam espaço nos jornais e suas
tiras passaram ser seguidas diariamente pela
população. Cansados do estilo descontraído de
humor, os leitores passaram a pedir histórias
com personagens mais humanos, com histórias
emotivas e situações do cotidiano.
O ano de 1929 é
um dos mais efervescentes da história com
lançamentos de títulos de sucesso até hoje.
Dez anos depois, outra revolução assolou o
mercado de quadrinhos com o surgimento dos
super-heróis. Já na era contemporânea, o maior
fato se deu em relação às editoras. Em 1992,
vários artistas renomados descontentes com os
direitos autorais das tirânicas mega-editoras,
se reuniram e num sistema de cooperativa,
fundaram a Image Comics.
O poder de
comunicação dos quadrinhos é impressionante.
Desde ensinar valores sociais e éticos às
crianças até passar informação e cultura aos
adultos. É absolutamente impossível ficar
indiferente aos encantos desta cultura que
também é considerada obra de arte. As aventuras
poéticas de Tintim e seu cão Milu são
cultuadas por mais de seis décadas, pois Tintim
não tem superpoderes, pode ser imitado pelas
crianças e tem um comportamento exemplar. Por
outro lado, Robert Crumb também é muito
cultuado pelas suas histórias podreiras do
underground.
Apesar das
inúmeras crises econômicas e guerras, os
quadrinhos sempre sobreviveram, ganhavam novo
fôlego e novos personagens. Na semana que vem,
é a vez dos super-heróis revelarem seus poderes
na coluna Supers. Acompanhe a
seguir uma cronologia com alguns títulos mais
importantes na história dos quadrinhos.
1827, "M
Vieux-Bois" do suíço Rudolph Topfler, são
histórias malucas admiradas por Goethe;
1867, "As Cobranças" de Angelo
Agostini, o pioneiro no Brasil;
1895, "O Menino Amarelo" do americano
Richard Outcault, é a primeira com seqüência a
ser publicada nos jornais;
1908, "Bécassine" dos franceses
Languerau e Pinchon, foi uma das primeiras a se
tornar filme;
1908, "Bilbolbou" do italiano Atílio
Mussino, com histórias surreais sobre a África;
1913, "Krazy Kat" de George Herriman,
é a primeira do estilo gato-persegue-rato;
1923,"O Gato Félix" do australiano Pat
Sullivan, é uma das mais tradicionais séries
dos quadrinhos;
1929, "Tintim" do belga Hergé, é a HQ
mais simpática e influenciadora de todos os
tempos. O desenho animado ainda é exibido na TV
à cabo em vários países;
1929, "Popeye" de E.C. Segar, o
marinheiro Popeye é considerado um mito dos
quadrinhos;
1929, "Mickey Mouse" de Walt Disney,
aí começou a história do trabalho mais bem
sucedido na história da HQ;
1929, "Tarzan" de Hal Foster, as
histórias do homem-macaco fizeram sucesso até
no cinema;
1929, "Buck Rogers" de Hal Foster,
série de ficção;
1931, "Dick Tracy" de Chester Gould,
surgimento do primeiro detetive da HQ;
1934, "Flash Gordon" de Alex Raymond,
grande repercussão pelo visual apurado do
futuro;
1934, "Mandrake" de Lee Falk e Phil
Davis, o mago charmoso foi inspirado nos mágicos
de circo e, depois, influenciou até Fellini;
1936, "Fantasma" de Lee Falk e Ray
Moore, outro mito da HQ, com um toque noir;
1937, "Príncipe Valente" de Hal
Foster, ótima série sobre cavaleiros medievais;
1937, "Pato Donald" de Walt Disney, um
dos personagens mais atrapalhados da HQ.
Andhye
Iore
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