HISTÓRIA
Conheça um pouco da história das histórias em quadrinhos
Parte IV - As coletâneas

A maneira mais prática e comum de se divulgar os quadrinhos em qualquer lugar do mundo, depois das Convenções, é através das revistas em forma de coletânea. Nestas revistas, são apresentadas na mesma edição, histórias de artistas diferentes e matérias sobre os quadrinhos. Dessa forma, o leitor conhece os diversos estilos e pode acompanhar o que há de melhor no universo das HQs.

Este tipo de publicação apareceu pela primeira vez na Europa. No início da década de 60, o belga Hergé cedeu o título de sua maior criação, "Tintin", para ser o nome da primeira revista coletânea de quadrinhos. No final dos anos 60, surgiu na França o "mestre dos mestres" nos quadrinhos de autor. Depois de se destacar com HQs de western, Jean Giraud passou a usar o pseudônimo de Moebius e publicou histórias de ficção com um estilo original e muito copiado no mundo todo. Moebius ajudou na criação da "Metal Hurlant" que publicou o que havia de melhor em toda a Europa.

Em 1997, inspirados na "Metal Hurlant", um grupo de editores americanos lançou a "Heavy Metal", trazendo para os Estados Unidos as histórias estranhas dos europeus que os americanos demoraram para aceitar. No começo, a "Heavy Metal" trazia histórias de Moebius, Richard Corben, Druillet e alguns americanos desconhecidos. No início dos anos 80, surge na Espanha o "El Víbora", com artistas espanhóis, franceses e italianos. Entre os alternativos, a "El Víbora" foi a mais idolatrada de todas e a que serviu de inspiração para a criação da "Animal" no Brasil. No final da década de 80, a Inglaterra entra neste mercado com a "2000 A.D." , com histórias violentas e roteiros cabeça. No início dos anos 90, outra publicação inglesa chega às bancas. A "Deadline" tem ótima qualidade gráfica com histórias em p/b, matérias sobre cinema, música, arte e comportamento. Como não poderia faltar, os eróticos também ganharam a sua revista coletânea. Em 1995, surge a "Penthouse Comix".

O Brasil teve diversas publicações nesta linha editorial, mas todas afundaram com a política econômica do país.

Andhye Iore