MANGÁ
Estilo oriental domina o
mercado
Cada vez mais os quadrinhos
japoneses influenciam artistas e leitores do
mundo todo
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Apesar
de não ter muito material
disponível no Brasil, existem
muitos fãs brasileiros de
mangá. Este conceituado gênero
japonês de histórias em
quadrinhos com amplos desenhos,
poucas falas, muita ação e
detalhista, vem influenciando e
revolucionando o mercado
americano e, consequentemente,
todos os quadrinhos no mundo
todo. |
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Hoje em dia,
muitos artistas renomados das maiores editoras
americanas vem mudando o seu estilo de desenhar
para ficarem mais próximos aos mangás. Até
algumas editoras vem se especializando em lançar
somente títulos títulos japoneses. É, também,
graças aos mangás que existem tantas
personagens femininas sensuais nos gibis
americanos hoje em dia.
O maior
responsável por isso tudo foi a série Akira,
de 1982, com 1800 páginas. Akira fez tanto
sucesso nos EUA que seu criador, Katsuhiro Otomo,
resolveu refazer o final da história para a
edição americana. Logo, foi inevitável que
Akira fosse parar no cinema em um longa de
animação lançado em 1988, também lançado em
vídeo posteriormente.
A série em
quadrinhos foi lançado no Brasil dez anos depois
de seu lançamento no Japão, mas não foi até o
final, sendo cancelada sem nenhuma satisfação
pela editora. Como é comum no Brasil.
Fora Akira, já
foram lançadas por aqui as séries "O Lobo
Solitário" , "Crying Freeman" ,
"A Lenda de Kamui" , "Mai, A
Garota Sensitiva" que, com alguma sorte,
podem ser encontradas em sebos. Já material
recente, imperam as inúmeras bobagens ao estilo
Pokémon.
Mesmo assim, em
São Paulo, existem vários grupos que se
encontram nos finais de semana para assistirem
aos desenhos de mangás e comentarem as novas
revistas lançadas.
O título de maior
destaque, depois de Akira, foi Ghost in the
Shell, uma genial ficção científica criada
em 1996 no estilo de Blade Runner, com 340
páginas, que mostra os conflitos da evolução
dos computadores tomando vida, com as crises
intelectuais de andróides supertreinados para
combater o crime organizado. A versão
cinematográfica de Ghost in the Shell foi
apresentada na Mostra Internacional de Cinema de
SP, em 1996, atraindo a atenção de muitos
cinéfilos por ser a primeira animação a ser
exibida na mostra, que é um dos maiores
festivais de cinema no mundo.
O mangá vem se
tornando cada vez mais popular entre os fãs de
quadrinhos, devido às constantes reformulações
das editoras de quadrinhos de super-heróis que
matam personagens, depois ressuscitam para
matá-los novamente, criam crossovers absurdos,
inventam uniformes berrantes e tentam de tudo
para prenderem os leitores. Mas, muitos leitores
vem se interessando por quadrinhos mais sérios
como a linha Vertigo, para leitores adultos, e
pelos próprios mangás, que são encarados como
verdadeiras obras de arte.
Andhye
Iore
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