WITCHBLADE
Depois do sucesso nos quadrinhos e televisão,
Witchblade se prepara para o cinema

Criada em 1995, por Marc Silvestri (Darkness), para a Image Comics, Witchblade é uma das séries com personagens femininas mais conceituadas no mercado de quadrinhos da atualidade. A primeira vez que uma história contou com a participação da Witchblade foi no crossover Cyblade e Shi. Witchblade não é o nome da heroína da série, mas sim o nome de uma luva mística com poderes incríveis, que passa de geração em geração e só pode ser usada por mulheres. Os homens que tentaram controlar seus poderes foram mortos.

Por falar em crossover, esse recurso das editoras em reunir personagens diferentes numa mesma revista serviu para que Witchblade contracenasse com Wolverine, Spawn, Elektra, Joana D’Arc, Lara Croft, Tomb Rider e Liga da Justiça, além da série Darkness.

A policial Sara Pezzini encontrou a Witchblade depois de investigar uma denúncia de que os chefes do crime organizado de Nova York estavam se reunindo num galpão abandonado. No local, seu parceiro foi morto pelos bandidos, enquanto Sara foi salva pelos poderes da luva que estava sendo disputada pelos bandidos.

Um dos presentes era Kenneth Irons, um milionário obcecado por possuir os poderes da luva. Enquanto Sara liberava as forças da Witchblade para matar os bandidos, Irons foge para se tornar o maior inimigo de Sara. Em tantas tentativas de convencer a policial para se aliar a ele, Irons quase consegue, mas é impedido por um de seus aliados, Ian Nottingham, que morre numa luta entre os dois.

Assim, Sara vai presenciando a morte de pessoas próximas enquanto descobre os poderes da luva aos poucos, sem conseguir controlá-los. A arte na série é de primeira e o sucesso veio mais rápido com algumas referências na série Darkness e porque, quando Sara é envolvida pelos poderes da Witchblade, ela passa a ter um visual impressionante e sensual.

Depois de tanto sucesso nos quadrinhos, Marc Silvestri conseguiu transformar Witchblade numa mini-série de tv, exibida desde o final de agosto na TNT americana. Apesar do apelo sensual nos quadrinhos ser um dos responsáveis pelo sucesso entre os leitores, na televisão a policial Sara Pezzini não explora muito esse artifício. Sobre a mudança no conceito, Silvestri disse que foi proposital. Que eles quiseram deixar a série com um ar mais policial e com fortes doses dramáticas, mas manter o clima gótico.

Para garantir isso, não foi contratado nenhum ator famoso para trabalhar na série. Isso para que a atenção esteja voltada para a história, que foi baseada nas oito primeiras edições dos quadrinhos, o que não decepcionou os fãs e já garantiu negociações com um estúdio de Hollywood para levar Witchblade para o cinema.

Andhye Iore