VARIEDADES
POESIAS
O MILHARAL
Esta é a história de um fazendeiro bem
sucedido. Ano após ano, ele ganhava o troféu
"Milho Gigante" da feira da agricultura
do município. Entrava com seu milho na feira e
saía com a faixa azul recobrindo seu peito. E o
seu milho era cada vez melhor. Numa dessas
ocasiões, um repórter de jornal, ao abordá-lo
após a já tradicional colocação da faixa,
ficou intrigado com a informação dada pelo
entrevistado sobre como costumava cultivar seu
qualificado e valioso produto.
O repórter
descobriu que o fazendeiro compartilhava a
semente do seu milho gigante com os vizinhos.
"Como pode o Senhor dispor-se a compartilhar
sua melhor semente com seus vizinhos quando eles
estão competindo com o seu em cada ano?" -
indagou o repórter.
O fazendeiro
pensou por um instante, e respondeu: "Você
não sabe? O vento apanha o pólen do milho
maduro e o leva através do vento de campo para
campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior,
a polinização degradará continuamente a
qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar
milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a
cultivar milho bom".
Ele era atento às
conectividades da vida. O milho dele não poderia
melhorar se o milho do vizinho também não
tivesse a qualidade melhorada. Assim é também
em outras dimensões da nossa vida. Aqueles que
escolhem estar em paz devem fazer com que seus
vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver
bem têm que ajudar os outros para que vivam bem.
E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar
os outros a encontrar a felicidade, pois o
bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de
todos. Que todos vocês consigam ajudar seus
vizinhos a cultivar milho cada vez melhor.
(Autor desconhecido)
Conluio
O mundo não
passa de uma farsa
E isso o homem sabe, mas disfarça!
Lutando, procurando mascarar o atraso
Que é a política global, de precaução e medo
Da divulgação do mais banal segredo;
Que é a existência humana, fruto de um acaso!
Descultura vigente no modernismo,
Fruto claro do brutal reacionismo
Universitário, fonte da jactância
Dos tantos doutores leitores de livros
Que fazem da mentalidade - desses mortos-vivos -
Nada mais que uma celebração à ignorância!
E a questão social? Pense com calma,
É a satisfação material mais urgente que a da
alma?
Não é o "emprego com escola e saúde de
finanças",
O mais terrível carrasco do exercício criativo?
E viveremos sempre à sombra desse herói
subjetivo
Que quer sanar nossas despesas e emburrar nossas
crianças?
Quero entender, ver de que formas
A rudeza egocêntrica das normas,
Conquistou o direito de estipular quais
relações
São ideais e convenientes à toda raça de
viventes,
Decidindo e pré-julgando temas à eles
concernentes
Como se senhora fosse de todas as suas ações.
Ah, já imagino o comodismo no futuro!
O ser humano viverá abúlico, em cima do muro,
Sem saber porque lhe invade o mar de bosta,
Mas feliz porque os carnês se encontram pagos,
Em meio à um conluio de aforismos vagos
Sem pensar no que detesta ou no que gosta!
Será o império do absurdo e do imbecil,
Seja no Iraque, na Finlândia ou no Brasil
O foco estará na preservação do ambiente
Na contenção de energia sem prejuízo dos
prazeres,
Nos passeios no espaço, na clonagem dos seres
E nas sutis premiações ao "mais fiel
demente"...
Fábio
Barreto (Sorocaba - SP)
godblessyou_2@yahoo.com
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